Se está longe, é tudo normal. Eu penso, eu ajo. Mas aí, é chegar perto ou ouvir falar que tudo congela. Parece que retrocedo no tempo. Tecnicamente há dois anos, e tudo vem à tona. Não, não é dor. A dor já se foi, graças a Deus. Mas tem o vazio, o espaço em branco. Sabe, quando você não está, eu sou uma garota normal. Eu rio, brinco, converso, falo besteiras, me divirto. Então, você aparece. Tão você, tão lindo, tão... Tão você. E eu me torno isso. Esse ser oco, sem vida. Isso não deveria ser assim. Os momentos bons não deveriam superar os ruins? Então porque é tão difícil acreditar em seus olhos? Os mesmos olhos covardes que se esconderam de mim. E que ainda se escondem, pretendendo me convencer que tudo voltou a ser como era antes. Mas... que diabos? Nada voltou a ser como era antes! Eu sei disso em cada pedaço que você quebrou em mim, e que depois de muito esforço consegui juntá-los em um saco e jogá-los em um canto escuro. De tempos em tempos – não muito longos – eu mexerico lá, com a boba esperança de que, talvez, eles tenham se consertado. Se você simplesmente não tivesse feito aquilo... hoje estaríamos trilhando um só caminho, ao invés de dois. Não pense que escrevi isso chorando. Não. Talvez no meu próximo ataque de sentimentalismo barato eu chore de novo por você. Mas não hoje. Hoje eu estou apenas oca. E sentindo a sua falta e de tudo o que eu tinha quando você fazia parte da minha vida. É, eu sinto a sua falta também, mas isso não muda nada. E eu sinto muito.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Esse vazio...
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